Kaivalya Pada, Sutra 4.6 - tatra dhyana-jam anasayam
Dentre elas, a mente nascida da meditação (dhyānajam) é livre de impressões kármicas (anāśayam).
🧩 Termos principais:
• tatra – dentre elas (as mentes mencionadas anteriormente).
• dhyāna-jam – nascida da meditação profunda.
• anāśayam – sem saṁskāras (impressões latentes), sem depósitos kármicos.
✨ Significado profundo:
🧠 1. A mente nascida do samādhi é pura
Patañjali afirma aqui que, entre as muitas manifestações mentais (como discutido nos sūtras 4.4–4.5), há uma específica — aquela que nasce da meditação profunda (dhyāna) — que não carrega impressões kármicas (anāśaya).
Diferente da mente comum, moldada por desejos, memórias e ações passadas, essa mente pura não gera karma, pois não age por ego, apego ou aversão.
🔥 2. O agente da libertação, não da escravidão
Enquanto outras mentes continuam presas ao ciclo de causa e efeito (karma), a mente produzida pelo samādhi:
• Surge da contemplação profunda e contínua.
• Não acumula novas impressões kármicas porque opera sem apego ou desejo.
• Funciona como instrumento para a libertação, não para a escravidão.
🧘 3. Anāśaya: ausência de sementes latentes
"Āśaya" refere-se ao depósito sutil das ações passadas — os traços que moldam o comportamento futuro.
A mente nascida do dhyāna é sem esses depósitos, porque ela não age com dualidade. Portanto:
Ela é pura, transparente e alinhada à luz do puruṣa — a consciência verdadeira.
🪷 Em resumo:
Das muitas mentes possíveis, a mente nascida da meditação verdadeira (dhyāna) é livre das impressões kármicas.
Ela não perpetua o ciclo do sofrimento, mas aponta para a liberação.
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