Sadhana Pada, Sutra 2.31 - jāti-deśa-kāla-samaya-anavicchinnāḥ sārvabhaumā mahā-vratam
[Os yamas], não limitados por casta, lugar, tempo ou circunstância, são o grande voto universal.
🔍 Termos importantes:
• jāti – casta, nascimento, origem social;
• deśa – lugar, região;
• kāla – tempo;
• samaya – convenção, circunstância;
• anavicchinnāḥ – não interrompidos, sem exceção;
• sārvabhaumā – universais, abrangentes;
• mahā-vratam – o grande voto ou voto supremo.
Neste sutra, Patañjali afirma que os yamas não são relativos.
Eles:
• Valem para todos — independentemente de cultura, tempo histórico ou nível social (jāti).
• Aplicam-se em todos os lugares (deśa), a qualquer momento (kāla), e em qualquer situação (samaya).
• Devem ser praticados ininterruptamente (anavicchinnāḥ), sem “férias” éticas.
Por isso, são chamados de:
🔹 Mahā-vratam – o grande voto.
Ou seja, o compromisso ético mais elevado e abrangente que um praticante de yoga assume.
🧘 Aplicação prática:
Esse sutra dissolve a ideia de relativismo moral no contexto do yoga.
Não importa se estou diante de um inimigo, num país estranho, num momento difícil ou numa cultura diferente: não devo mentir, roubar, ferir, ser ganancioso, ou dissipar minha energia vital.
É um lembrete poderoso de que o yoga não é só uma prática pessoal, mas um modo de viver com integridade constante.
📚 Comentário de Vyāsa:
Vyāsa reforça que estes princípios são como leis naturais para quem busca libertação (kaivalya). Ele diz que qualquer transgressão dos yamas obstrui a prática espiritual, não importa quão avançado o yogi esteja.
🪔 Em resumo:
Os yamas são o voto universal e supremo do yoga.
Eles se aplicam sempre, a todos, em qualquer lugar e circunstância — sem exceção.
Agora vamos ao Sutra 2.32, no qual Patañjali apresenta os niyamas, o segundo membro do aṣṭāṅga yoga. Enquanto os yamas tratam da conduta em relação ao mundo externo, os niyamas são princípios de disciplina interior e autocuidado espiritual.
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